Democratização da mídia e cidadania
Gustavo Delacorte
Não há dúvida de que os meios de comunicação influenciam diretamente muitos acontecimentos. Tendo como base essa afirmação, podemos imaginar o interesse dos poderosos em terem o maior número de concessões possíveis nessa área, seduzidos pela possibilidade de favorecimento sobre a opinião pública. Um exemplo claro disso é a influência que a Rede Globo de Televisão exerceu na formação política e econômica do Brasil, detalhadamente analisada no documentário britânico Muito Além do Cidadão Kane, de 1993, proibido no Brasil desde sua estréia devido a uma ação judicial movida por Roberto Marinho.
A notável carência do acesso a informação na época, em comparação aos dias de hoje, foi o principal obstáculo que impediu a circulação do vídeo, mantendo a opinião pública às cegas e a situação amplamente benéfica para quem estava no controle.
Com a recente popularização da Internet a divulgação do documentário tornou-se maior, permitindo que qualquer cidadão interessado no assunto o assista e tire suas próprias conclusões, seja em casa ou na lan house mais próxima, em alguns endereços da rede como o YouTube e o Video Google, e que até mesmo faça o download da obra no Centro de Mídia Independente.
Casos como esse fortalecem a importância da democratização da mídia. A cidadania é a condição da pessoa natural que, como membro de um Estado, encontra-se no gozo dos direitos que lhe permitem participar da vida política do mesmo. Sendo assim, o acesso ao conhecimento em hipótese nenhuma deve ser omitido ou dificultado, pois sem informação não há cidadania nem educação.
Um comentário:
Muito bem trabalhado o texto, Gustavo!
A Internet com certeza expandiu o direito à informação, mas ainda falta a consciência de muitos em procurar o que possa os ajudar.
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